Cuidados específicos da mountain bike
Suspensão, tubeless, lama e impactos: a rotina que mantém a MTB confiável na trilha.
Médio15 minMountain bikeFreeride
Trilha é poeira, lama, água e pancada. A MTB foi feita para isso, mas cobra limpeza depois do pedal e atenção à suspensão.
Depois de cada trilha
- Lave com água corrente (sem jato de pressão nos rolamentos e na suspensão), escova macia e sabão neutro.
- Seque e lubrifique a corrente. Pingue uma gota de óleo fino nos pivôs do câmbio.
- Passe um pano nas canelas da suspensão (os tubos lisos) e no retentor. Sujeira ali risca e vaza óleo.
- Olhe pneus e raios. Confira se nada ficou solto: blocagens, eixo passante, parafusos da mesa e da pinça.
Suspensão
- Sag (afundamento): sentado na bike com equipamento, a suspensão deve afundar de 20% a 30% do curso. Ajuste a pressão com a bomba de suspensão, não com bomba comum.
- Anote a pressão que funciona para você. Perder pressão rápido indica retentor vencido: revisão de oficina a cada 50 horas de uso ou uma vez por ano.
- Retorno (rebound) muito rápido faz a bike pular; muito lento “afunda” nas sequências de buracos. Ajuste um clique por vez.
Tubeless
- O selante seca mesmo sem furar: reponha a cada 2 a 3 meses (mais no calor).
- Leve plugs e uma câmara reserva: furo grande no flanco não sela.
- Pressões baixas (20 a 30 PSI) dão aderência; abaixo disso o pneu rola no aro e amassa o aro nas pedras.
Freios e transmissão
- Freio a disco com pastilhas gastas na trilha é perigoso: confira antes de descidas longas.
- Correntes de MTB gastam rápido com areia. Meça a cada 500 km.
- Depois de cair, confira se a gancheira entortou: olhe o câmbio por trás, deve estar paralelo ao cassete.
Dica: Monte um kit de trilha: multiferramenta, elo rápido, câmara, plugs, bomba ou cartucho de CO2 e um pedaço de fita isolante. Pesa pouco e salva o dia.
Vídeo em breve
Vamos gravar este guia em vídeo. Por enquanto, siga os passos escritos.